A variação natural do Clima não permite afirmar que o aquecimento de sete décimos de grau registrado nas últimas décadas, seja decorrente de um possível “efeito-estufa” causado pelas atividades humanas, ou mesmo que, essa tendência de aquecimento persistirá nas próximas décadas, como está sugerido nas projeções do Relatório da Quarta Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O relatório do IPCC aponta que a Terra vai se tornar mais quente até o ano de 2100. Pelas projeções dos 2.500 cientistas que participaram do estudo, o aumento da temperatura será de 1,8ºC a 4,0ºC. As principais causas são as emissões e o aumento da concentração de gases poluentes, principalmente por causa do uso de combustíveis fósseis, como o petróleo.
A aparente consistência entre os registros históricos e as previsões dos modelos não significa que o aquecimento esteja realmente ocorrendo por meio da ação humana. Na verdade, as variações naturais desses registros históricos conflitam com a hipótese do efeito-estufa intensificado.
Observando-se o comportamento atmosférico ao longo das últimas décadas em que se tem registros e dados coletados, pode-se verificar uma oscilação natural cíclica na temperatura média do planeta, hora para mais, hora para menos. Por exemplo; entre 1925 e 1946, a temperatura média global se elevou rapidamente, sendo que, neste mesmo período, a quantidade de CO2 lançada na atmosfera foi inferior a 10% da emissão atual, do mesmo modo que se resfriou também rapidamente entre 1947 e 1976, em pleno desenvolvimento econômico acelerado pós Segunda Guerra Mundial.
No Sumário para Formuladores de Políticas do IPCC, publicado em fevereiro de 2007, afirma-se que a concentração de CO2 na atmosfera aumentou em 35% nos últimos 150 anos. Porém, este fato pode estar diretamente relacionado ao sistema natural de equilíbrio terra-oceano-atmosfera. É sabido que a capacidade de dissolução do CO2 nos oceanos aumenta ou diminui de acordo com a temperatura das águas, em especial as do Oceano Pacífico, que cobre quase 1/3 da superfície do planeta. Quanto mais quente estiverem as águas, menor o potencial de dissolução do CO2, quanto mais frias as águas, maior o potencial de dissolução. Como a temperatura dos oceanos aumentou devido a redução do albedo planetário – % de radiação solar que é refletida de volta ao espaço exterior – e a atividade solar mais intensa entre 1925 e 1946, a absorção de CO2 pelos oceanos pode ter sido reduzida e mais CO2 ter ficado armazenado na atmosfera. Sendo assim, não se pode afirmar que foi o aumento de CO2 que causou a elevação de temperatura neste período, mas talvez o contrário, ou seja, que o CO2 tenha aumentado em função do aumento de temperatura dos oceanos e do ar adjacente – próximo.
Dados paleoclimáticos – clima de um período pré-histórico cujas características principais podem ser reconstituídas – como os coletados em amostras de gelo antigo na estação de Vostok, indicaram que as temperaturas do ar estiveram mais elevadas do que as atuais nos períodos interglaciais anteriores e que as concentrações de CO2 não ultrapassaram 300 ppmv – partes por milhão por volume, sugerindo que o aquecimento climático não depende da concentração desse gás na atmosfera.
Ao contrário do que prega alarmisticamente o IPCC sobre o aquecimento global causado pelo Homem, existem outras fontes de estudo, como os anéis de crescimento das árvores, que sugerem exatamente o contrário, que o clima da Terra estaria se resfriando.
Em 1993, o Prof. Epaminondas Ferraz e seus colaboradores da ESALQ/USP, analisaram um jatobá-mirim colhido na Amazônia Central (Balbina) e constataram que a densidade da madeira em seus anéis de crescimento aumentou nos últimos 400 anos, ou seja, levando-se em consideração que a variação das chuvas é o principal fator ambiental para o desenvolvimento de uma árvore no “habitat” amazônico, verificou-se que a árvore analisada (jatobá), durante esse período esteve submetida a um clima regional cada vez mais seco. Sendo que, isso só poderia estar acontecendo se o clima global estivesse se resfriando.
Já as análises de temperatura da superfície do mar (TSM) no Pacífico para o período 1999 a 2006, mostraram um novo padrão de temperatura do mesmo, a configuração de uma PDO - Pacific Decadal Oscillation - negativa, ou seja, uma nova fase fria de suas águas. Sendo assim, é possível que o clima global venha a se resfriar entre os próximos 15 ou 20 anos, semelhante ao que ocorreu entre 1947 e 1976, última PDO negativa registrada no Pacífico, porém, com um sério agravante!
Coincidentemente com a PDO fria do Pacífico, o Sol está entrando num período de baixa atividade, um novo mínimo do Ciclo de Gleissberg. A variação da atividade solar nos últimos 300 anos sugere que, nos próximos dois ciclos de manchas solares, ou seja, até cerca do ano 2030, a atividade solar seja comparável à registrada nas duas primeiras décadas do Século XX. Portanto, como o Pacífico está em uma nova fase fria e a atividade solar estará muito baixa, é provável que as condições climáticas globais registradas entre 1947 e 1976 se repitam nos próximos 15 a 20 anos. Dados atuais de temperatura média global mostram que 1998 foi o ano mais quente das últimas adécadas, resultante de uma PDO positiva do Pacífico e de uma fase de maior atividade solar, ou seja, o aquecimento global parece ter acabado em 1998.
O que poderá ocorrer no Brasil com uma possível repetição dos efeitos climáticos registrados na PDO de 1947 – 1976:
Redução das chuvas em praticamente todo o País, resultando em deficiência hídrica para abastecimento de populações e geração de energia elétrica. As Regiões Sul e Sudeste sofrerão um aumento significativo na freqüência de massas de ar frio intensas, com geadas severas no inverno e prejuízos à agricultura. Nas regiões compreendidas entre o sudeste do Pará, norte do Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, e a região sudeste da Amazônia, poderão apresentar uma drástica redução no índice de precipitação pluviométrica na média de 500mm a 700 mm ano, ou seja, cerca de 30% de seus totais pluviométricos nos próximos 15 a 20 anos.
Fonte: DESMISTIFICANDO O AQUECIMENTO GLOBAL
Luiz Carlos Baldicero Molion
Instituto de Ciências Atmosféricas, Universidade Federal de Alagoas
Cidade Universitária – 57.072-970 Maceió, Alagoas
email: molion@radar.ufal.br
O inverno de 2000 foi o mais frio dos últimos 50 anos em parte do Sul e Sudeste do Brasil.
Portugal: inverno de 2008 é o mais frio das últimas décadas

10/12/08 – Neve no Norte do Golfo do México, na costa dos estados norte-americanos do Texas e da Louisiana. O raro fenômeno chegou as cidades de Houston e Nova Orleans, onde os moradores comemoraram espantados os flocos brancos que caíam do céu.

11/01/08 – “Pela primeira vez na minha vida vi neve assim caindo em Bagdá”, disse Mohammed Abdul-Hussein, um aposentado de 63 anos.
“Quando eu era jovem, ouvi meu pai contar que uma “chuva” assim havia caído na década de 1940 nos arredores de Bagdá”, lembrou, chamando a neve de chuva.
28/01/08 – Reuters: O mais rigoroso inverno em 50 anos atingiu a China deixando centenas de milhares de pessoas isoladas e interrompeu a distribuição de energia elétrica, fazendo vítimas e gerando prejuízos econômicos responsáveis por derrubar as ações do país antes do Ano Novo chinês.
16/02/08 – O inverno mais frio na história recente do Afeganistão já deixou 926 mortos.